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Vale-tudo

  • Foto do escritor: Rodrigo Contrera
    Rodrigo Contrera
  • 26 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura


Lula está nadando de braçadas nas pesquisas e algumas pessoas se questionam se o Judiciário fez certo ao aprofundar o poço entre a vontade popular e o resquício autoritário entre alguns apaniguados, que querem forçar o país seguir suas vontades ao invés de deixarem a política dar o seu tom.


Não sei bem se a questão é bem essa, contudo. Um desses que se questionam é o Reinaldo Azevedo - na verdade, ele nem se questiona, ele afirma. Mas tudo isso me parece mais uma filigrana liberal daqueles sujeitos que para bancarem de moralistas pouco perdem para os ingleses e alemães de boa cepa. Política para mim é outra coisa.


Seja como for, o debate político parece se perder em distinções em meio a tudo que parece a mesma coisa enquanto a população parece deixar bem claro que quer a volta do barbudo. Esse fosso é claro que confunde muito. Mas também, a própria população fez jus à merda que passou a ocorrer.


Enquanto isso, há quem confunda algo que se diz novo com propostas de gente que não quer (ainda) pagar a conta. Outros pensam no mundo e no Brasil ideal deixando de lado que o país não tem nem como fazer jus àquilo que deveria, e isso nos níveis mais baixos possíveis. Claro que nesse contexto muitos preferem se render a chavões. É mais fácil. Sempre é mais fácil. Outros ainda entronizam como modelo quem levanta a voz. Parece assembleia de condomínio.


Todos sofrem, mas parecem não se ater ao fato de que nenhum dos candidatos promoveu, com os próprios recursos, um emprego sequer. Existem os rentistas, existem os empreguistas (com recursos do erário), existem os administradores do roubo alheio. Nenhum desses sujeitos deve saber sequer como oferecer um orçamento com alguma possibilidade de fechar contrato. Tudo chupim em busca de mais uma boca.


Curioso é perceber como todos parecem querer que o circo se mantenha funcionando do mesmo jeito de sempre. Curioso é perceber que mesmo os moralistas de plantão no fundo não fazem questão de optar por uma nova saída. Curioso que eles sequer pensem na merda que pode ocorrer se a vontade popular for realmente atendida. A irresponsabilidade é portanto geral.


Enquanto isso, quem vê a arte sendo feita cai no meio dela e precisa ser hospitalizado (esta foto é de uma obra de arte na qual um sujeito caiu). Parecemos todos isso mesmo - transeuntes que admiram o circo pegar fogo esperando que ele não caia nas nossas cabeças. Quem olha a arte, ou a arte é que nos olha?

 
 
 

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© 2018 por Rodrigo Contrera. Orgulhosamente criado com Wix.com

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