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Uma visão um pouco menos cricri sobre o MBL

  • Foto do escritor: Rodrigo Contrera
    Rodrigo Contrera
  • 22 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura


Não gosto do MBL. Deixo claro isso. Não aguento ouvir o Kataguiri e muito menos o Holliday. Não compartilho dos valores desse pessoal e considero que eles prestaram um grande desserviço à opinião pública desde que apareceram. Considero até que eles deveriam ser responsabilizados criminalmente por isso.


Mas acompanhei o trabalho daqueles perfis repulsivos por muito tempo e também compreendi a reclamação deles, quando foram bloqueados e excluídos do Facebook. E percebo que aqui há algo mais a dizer, menos compatível com a opinião de gente melhor educada, como eu e ex-colegas de faculdade.


Isso porque, quando eu via as postagens daquele pessoal, eu sempre percebia que, por detrás de algumas mentiras deslavadas de parte deles, havia, sim, uma intenção de mostrar um outro lado para a política. Claro que quando eu via o nome do capitãozinho do mato eu jogava tudo fora. Mas eu percebia que havia, sim, algo diferente, um discurso levemente distanciado de uma certa social-democracia démodé para eles sumamente irritante.


Seria um trabalho irritante ter que pegar exemplos disso. Mas de fato eles existem. Assim como existe algum criticismo mais ou menos válido no canal Mamãefalei, do Arthur do Val. Nada demais, claro. Mas o sujeito se insinua, e com isso arrebata os seus centenas de milhares de seguidores todos os dias. E isso não é irrelevante.


Senti, sim, uma certa melhoria no clima político nas redes sociais desde que o MBL foi mandado para as cucuias. Mas senti também um certo alívio por parte de gente que prefere sempre pensar do mesmo jeito, antenado às tendências mais ilustradas da esquerda. Percebi uma espécie de arrefecimento até mesmo das bandeiras feministas e politicamente corretas.


Como eu sei que o melhor dos mundos (se é que ele existe) não é o mundo dos discursos prontos e acabados, de certa forma até lamento que o MBL tenha levado tantas bordoadas. Mas, se bem que eles tenham merecido, é preciso também convir que discurso único nunca é bom para a democracia. Se é que ainda a temos, claro.

 
 
 

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© 2018 por Rodrigo Contrera. Orgulhosamente criado com Wix.com

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