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Um fenômeno chamado Cabo Daciolo

  • Foto do escritor: Rodrigo Contrera
    Rodrigo Contrera
  • 16 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura


Quem acompanha a opinião pública sabe que comportamentos muitas vezes restritos a comunidades costumam se tornar nacionais e virais tão logo surge a oportunidade. O cabo Daciolo, postulante à presidência da República (valha-me Deus), é um caso desse tipo.


No último debate da Band, a postura de Daciolo finalmente tornou-se nacionalizada. Finalmente ele saiu do anonimato na grande mídia e a população pôde ver a que ponto pode chegar o histrionismo de parte de alguém que parece ter problemas mentais sérios.


Um vídeo último, que acaba de cair nas redes sociais, deixa isso bem claro. Nesse vídeo, Daciolo vai além de tudo o que já havia feito - dentre seus atos amplamente divulgados, subir a um monte para escapar da morte pelos illuminati. Ali ele utiliza recursos de púlpito (naraynaraynarayashnaraha) para se mostrar dono do poder, "em nome do senhor Jesus".


É engraçado, sim, mas ao mesmo tempo é ridículo e perigoso, além de motivo de vergonha. É como se víssemos um sujeito acostumado a falar a fiéis fazendo uso de artimanhas retóricas da fé para falar nada, "em nome do senhor Jesus". Para quem não acredita, para quem não tem fé, isso é apenas patético. Mas para quem tem é quase motivo de vergonha, de ultraje.


Todos nós já nos acostumamos a episódios ridículos quando a moral de um país está em baixa, assim como sua economia em frangalhos, e o discurso dos pretendentes ao poder não parece ser levado a sério por ninguém. Isso é comum, e já vimos antes. Mas com Daciolo o ridículo parece atingir outra dimensão. Pois atinge o discurso, a fala, e não apenas a postura. E ele não diz nada que preste.


Antes de Daciolo ser candidato, deveria ser submetido a um teste psicológico e psiquiátrico sério. Isso porque ele parece realmente acreditar em muito do que fala, e porque virou um fenômeno de massas que deixa um vácuo para quem o ouve: terá algo de sério ali? Claro que não. Mas, se ele é candidato, imagine quem tem o direito ao voto.


Logo, logo, surgirão empresas e influenciadores querendo tirar vantagem do fenômeno. Logo ele será convidado a falar em nome de alguém, logo ele virará formador de opinião publica séria, logo ele conseguirá um espaço verdadeiro nas entranhas do poder. Isso se ele já não consegue atualmente, como deputado. Está na hora de avaliar nossos candidatos pela lupa da psiquiatria. Daciolo deveria estar internado, ou descansar, medicado.

 
 
 

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