top of page
Buscar

Práticas incômodas de candidatos que apenas se dizem novos

  • Foto do escritor: Rodrigo Contrera
    Rodrigo Contrera
  • 14 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura


Há quem diga que, diante do panorama que vemos há tanto tempo, é preciso mudar e eleger novos candidatos e não reeleger quem está aí. Mas quem pensa assim parece se esquecer que um candidato novo não significa um candidato bom. E que quem é candidato já estava aí antes, simplesmente não enquanto postulante a um cargo.


Tenho sido contatado por gente que se supõe nova por meio das redes sociais. Uma dessas pessoas falou comigo pelo inbox, mas não me convenceu. Sempre fico com a impressão de alguém querendo me vender algo que não quero comprar. Não que eu relute em votar, nem em acreditar. São os valores envolvidos na transação que me incomodam. Ninguém me passa confiança, pelo simples fato de que sou macaco velho.


Tenho visto também gente mais jovem postar mensagens de marketing político disfarçado nas redes sociais. É gente que sabe usar os media, e que portanto sabe que não adianta oferecer a cara para bater. Gente mais dissimulada, que se apresenta como defensora de valores, de bandeiras, e que grava vídeos tentando aparentar confiança. Mas basta a gente procurar um pouco para sacar qual é a jogada. São normalmente rebentos de classe média, empreendedores de pequena monta que resolveram aparecer posando de bonzinhos. Há também aqueles sujeitos ou sujeitas que usam a cor da pele para fingirem representatividade. Muito fraco, canhestro até. A gente olha o santinho e já saca toda a jogada.


Diante dessa situação, haveria uma forma de gente nova perpassar real confiança? No atual contexto, não creio que isso seja assim tão fácil. As formas de vender presença estão todas tão manjadas que a gente realmente não consegue acreditar. Mas gostaria que me dissessem realmente a verdade, todos esses que querem nosso voto. Ocorre que essa qualidade não é qualquer um que parece conseguir vender. Porque isso não se vende, não se imposta, isso a gente sente.


Marielle tinha isso. Dorothy Stang também. Chico Mendes também. Não sou de sua cor nem de sua filiação, mas isso a gente sentia neles. Não à toa outros menores ficam se pendurando em seus casos. Ocorre que quem a gente percebe que está aqui para valer normalmente paga o preço de sua sinceridade. Os outros apenas olham tentando aproveitar o panorama.

 
 
 

Comentários


© 2018 por Rodrigo Contrera. Orgulhosamente criado com Wix.com

Entre em Contato

Tel: 011-940413135

rcontrera@ymail.com

  • Google+ Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • LinkedIn Social Icon
  • Twitter Social Icon

Success! Message received.

bottom of page