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O tom mumificado de quem se opõe àquilo que acha que conhece

  • Foto do escritor: Rodrigo Contrera
    Rodrigo Contrera
  • 31 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura


Ontem, foi a vez do deputado Jair Bolsonaro no Roda Viva. Não vi, mas irei ver. Estava muito cansado. Mas reparei, hoje pela manhã, no tom dos comentários de quem acha sua candidatura uma estultice. Nada que se surpreendesse. Os tons são os mesmos: apoiador da ditadura, admirador de torturador e da tortura, apoiador da escravidão, etc. Não vi a entrevista, então não posso saber se há exagero em tudo isso.


Mas já publiquei artigo (que está aqui embaixo no site) sobre o que acho da candidatura do deputado. Por que ele consegue tantos apoiadores, seu estilo de governar, sua ameaça à democracia, etc. Quem quiser, pode ler. Mas entendo quem não queira tentar entender que Bolsonaro é filho da história. E não apenas da atual. Afinal, ele está no sétimo mandato.


O fato é que, quem se opõe a ele, o faz, conscientemente ou não, seguindo uma cartilha do histórico e politicamente correto que já tem os dias contados. E isso não apenas no Brasil. Uma cartilha na qual eu mesmo bebo, mas que não posso deixar de considerar um pouco mofada, porque para a grande maioria da população não tem simplesmente serventia. Uma cartilha de boas intenções, uma espécie de apanágio de como é que tem que ser a sociedade.


Venhamos e convenhamos. Vemos a toda hora, nas redes sociais, desrespeito, ausência de ordem, descumprimento das leis. Vemos até mesmo ameaças veladas (ou explícitas) a quem se dispõe a questionar a ordem estabelecida. Por quem? Por certas instituições, pelo sistema como um todo, pelos políticos, ou seja, por tudo que está aí. E quem sofre é sempre o menos privilegiado. Aquele que paga por tudo aquilo que está aí.


Nesse sentido, não é um papo sobre ditadura, sobre Herzog (sobre o qual poucos ouviram falar), sobre escravidão (quem é que conhece a história brasileira, afinal?) que irá demover quem acredita em ordem e paulada de deixar de votar no deputado. Muito ao contrário. Esses comentários deixam bastante claro o lugar de cada um. Assumamos de uma vez por todas: a sociedade brasileira é bastante pouco afeita à democracia. Nem mesmo boa parte da esquerda o é com sinceridade, venhamos e convenhamos.


O fato é que a sociedade está no limite. As pessoas não aguentam mais. Não suportam mais as taxas de juros, não suportam mais as mortes nas mãos dos bandidos, não suportam mais o desemprego, não suportam mais o mandonismo, não suportam mais a ausência de Justiça. Essas pessoas, que mais sofrem, têm educação limitada. Mas pensam. E pensam agora consigo mesmas. Votar no mesmo ou tentar o novo (mesmo que não seja necessariamente novo)? Pois é.


Verei ainda o programa do sujeito. Tentarei avaliar com calma, apesar do baixo nível dos jornalistas convidados (em geral). Não me disponho porém a repetir o mesmo. Até porque do mesmo até eu estou de saco cheio.

 
 
 

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