No que é que apita, afinal, a tal da Manuela D'Ávila?
- Rodrigo Contrera
- 6 de set. de 2018
- 2 min de leitura

Lembro-me muito bem de quando, no Roda Viva, a Manuela D'Ávila, do PC do B, insistia que sua candidatura era para valer. Passaram-se poucos dias para que ela embarcasse na aventura petista.
Vemos a moça acompanhando o Haddad, candidato a vice-presidente, ao menos teoricamente, e não sabemos muito bem o que ela faz lá. Mas, para quem conhece algo das pessoas, claro que sabemos. Ela, oportunista que só ela, espera uma brecha para entrar na chapa sem Lula.
Não gosto do seu jeito. Ela olha de um jeito estranho, parece que nunca está realmente presente na conversa, parece sempre manter um ar que promove desconfiança, como se não soubéssemos quem de fato ela é. Claro, ela vem de um partido autoritário, e deve saber muito bem como nele se conduzir. Pois, por detrás de sua conversa malemolente, ela simplesmente não condiz com nada do que diz.
Michel Temer é da mesma laia. Um sujeito que esconde o jogo, e que aproveita vazios para espraiar o seu resquício de influência. Foi assim que ele chegou a vice-presidente e depois a presidente. Foi assim que ele quis ser candidato a presidente, nestas eleições (e não conseguiu).
Manuela fala muita merda, especialmente quando insiste em seu discurso de caráter golpista para sustentar posições insustentáveis. Quando nega os fatos, e fica com as opiniões. Quando se assume como vítima, não tendo nada de uma. Porque para ela convém ser assim. Convém assumir certos discursos, mesmo que não sejam propriamente verdadeiros.
Vemos em Manuela um joguete das forças do destino, que espera uma deixa para dizer enfim o que pensa - embora no fundo não pense nada diferente de ninguém. Uma moça que frequenta as rodas para repetir o que todo mundo quer ouvir. Uma moça jovem que aproveita o seu tempo restante para subir nas escadas da política. Uma oportunista, apenas.




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