Enquanto o museu ainda fumega, outros falam merda e conquistam apupos da plateia ignara
- Rodrigo Contrera
- 5 de set. de 2018
- 2 min de leitura

A gente sabe onde está a cabeça de alguém quando a vemos falando algo sem o menor pudor ou respeito à verdade. Isso, em qualquer ambiente. Mas o problema é o barulho que certas pessoas, sem o menor critério, geralmente fazem.
O Reinaldo Azevedo notou isso em um de seus programas na Band, referindo-se a algumas declarações de pessoas públicas e candidatas a cargos eletivos sobre o incêndio que dizimou o Museu Nacional. No caso, pessoas de direita e da esquerda.
Claro, estamos em época de eleições, e sempre pode render alguns pontinhos culpar quem está no poder por algo de que não é necessariamente o único culpado. Não que a culpa não exista em certa medida. Mas jogar para as costas de quem tem que pagar a conta muitas vezes é desprezar a própria responsabilidade em questões que levam décadas para se tornarem tragédias.
Mas gostaria aqui de ressaltar um hábito que não é de hoje: o despreparo ou simplesmente irresponsabilidade de quem tem ou se supõe possa assumir responsabilidades públicas com as próprias declarações. É como se valesse tudo, e simplesmente se achasse que nada terá mesmo outra consequência - muitas vezes, nem mesmo a retratação com o erro ou a calúnia.
Isso, eu me lembro, vem desde muito longe, neste país em que a Justiça sempre foi de poucos, e que mesmo quando chegava até o fim não parecia alcançar quem de direito deveria ser alcançado. Porque tudo parece sempre se resolver no diz que diz, ou seja, no embate público de bobagens, enquanto a opinião pública boia que nem barata tonta.
Esta minha observação é meramente ilustrativa, claro. Isso porque sei que isso nunca vai mudar. E porque há mais interessados em que não mude do que aqueles prenhes a concordar com um trato mais cordato entre as partes. Afinal, é uma espécie de liberdade a que qualquer um pode, afinal, se arvorar. Falar mal mesmo sem motivo, vai que nos serve algum dia.
Mas isso bem mostra a falha de caráter de quem se mete a falar bobagens conspiratórias, e a própria incapacidade de assumir qualquer posto público.




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