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COMO A IMPRENSA E AS REDES SOCIAIS TÊM FINANCIADO A CAMPANHA DE BOLSONARO

  • Foto do escritor: Rodrigo Contrera
    Rodrigo Contrera
  • 22 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura


Reflitamos juntos: onde está o Boulos agora? Ou o Alckmin? Ou a Marina? Ou, para pegar mais pesado, o Ciro? Com pequena margem de erro, você não deve saber. Isso não se deve necessariamente ao fato de esses candidatos serem menores, você sabe disso muito bem. Por algum motivo, porém, eles não chamam suficientemente a atenção. Não viram notícia.


Diferente é com o Bolsonaro. Todos ou quase todos viram a foto da menininha fazendo o gesto de atirar no colo do Bolsonaro. Muitos viram os vídeos em que ele, Bolsonaro, aparece defendendo a liberação da caça. Pouco importa neste caso se ele, Bolsonaro, está fazendo algo merecedor de elogios ou críticas. Ele está na mente das pessoas.


Isso porque ele atrai a notícia com esses pequenos gestos. Muitos poderão querer atribuir algo necessariamente negativo ao gesto da menininha. Mas isso não necessariamente é verdadeiro. Isso nos deixa pensar. E nos mostra que sobre aquilo que poderíamos criticar - o gesto de atirar numa criança - nos deixa pensar: afinal foi um gesto de algum simpatizante do candidato. Não é tão sério assim. E a imagem de Bolsonaro fica na nossa mente. Lembramos da imagem, e ela não some.


Tudo isso tem sido feito a todo momento pela imprensa e por todos seus replicadores. Mídias sociais, etc. Nem de longe o mesmo acontece com outros candidatos. Nem com o Lula, inclusive. Poucas são as postagens, nas mídias sociais, que de forma espontânea mostram algum apoio ao ex-presidente. Quem se ocupa disso são geralmente os apoiadores tradicionais, partidos, ONGs, associações, etc.


Bom, entrando em detalhes. Vocês sabem, de caso pensado, que espaço publicitário custa uma boa grana. Espaço editorial então, nem se fala. Muitos meios de comunicação dizem que seu espaço editorial não é passível de compra. Quanto a isso, há discordâncias. Seja como for, toda a presença de Bolsonaro na imprensa e nas redes tem um custo. Isso significa que todos estão, com seus gestos, literalmente financiando a campanha do político de direita. Por mais que digam que tentam criticar, fazem explicitamente o inverso.


Nesse sentido, precisamos entender que, se o sujeito for eleito, ele o será em grande parte, por iniciativa de todos aqueles que dizem que querem se opor a ele. É preciso que caia a ficha logo em todos os sujeitos que o seguem, e que lhe dão repercussão para a qual ele talvez nem mereça. Uma expressão é bem conhecida entre o pessoal de direita: idiota útil (originada do pessoal de esquerda). Muito bem, veja por acaso se você não está sendo um.


Eu, de minha parte, quando comento, é no sentido de trazer ao pensamento. Mas muito provavelmente esteja também fazendo o mesmo papel. Coisas do ofício.

 
 
 

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