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Aspectos sobre a preferência de quem vai decidir a eleição

  • Foto do escritor: Rodrigo Contrera
    Rodrigo Contrera
  • 30 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura


O chuchu acaba de ser entrevistado pelo Jornal Nacional e a gente se pergunta para onde vai a preferência de quem vai decidir a eleição. Sabemos que estes fazem parte dos indecisos. Sabemos a maioria dos mais pobres tendem a ser conquistados pelo discurso da segurança (não apenas eles). Sabemos que alguns dos mais conhecidos dos secundários (Ciro, Marina) são atacados ou por serem muito fracos ou por terem sido protagonistas de um passado recente ou nem tão recente passível de questionamentos.


Nesse panorama, nossos olhares são capturados por gente nova e por gente velha. Não digo novo exclusivamente para me referir ao partido do Amoêdo. Nem digo velho por estar definitivamente posicionado com as forças políticas mais tradicionais dos últimos trinta anos. Digo isso porque, tirando os detalhes incômodos em ambos os casos, as pessoas de bem parecem fazer de conta que os velhos não seriam tão velhos assim e que os novos realmente têm algo novo a dizer. As pessoas mais ponderadas estão realmente sopesando as variáveis.


Já vi gente humilde defendendo o chuchu de feira por ser conhecido e confiável (nem imagino o que eles quereriam dizer com isso). Já vi gente mais experiente de vida anotando o que o Novo (agora sim, o partido) quer dizer e apostando em uma visão de mundo mais pragmática, distante dos polos do espectro. Todos esses sujeitos evitam levar a esquerda extremada e mesmo a mais ponderada a sério. Nem cogitam também considerar o discurso de uma direita que incomoda pelo risco que expressa em termos institucionais e mesmo procedimentais (no jogo com o Congresso).


Como eu mesmo já havia notado, as preferências parecem ir para o centro. Longe dos escândalos e dos riscos de tudo ficar na mesma, aqueles que irão decidir estão tentando ser mais pragmáticos e de bom senso, e cogitam até mesmo em votar na velha guarda, apesar dos riscos que ela carrega consigo. A disputa, assim, parece estar sendo conduzida bastante distante de uma briga ideológica tendo como base visões de mundo mais abrangente. É como se aqueles que se matam para tocar a vida estivessem apostando apenas naqueles que irão conseguir fazer o Brasil simplesmente funcionar. O estado falimentar de tudo parece em grande medida levar a isso.


Nesse panorama, os novos que expressam o velho e os velhos que não expressam confiança estão sendo colocados de lado. Os novos que expressam diligência parecem encontrar um espaço na mente daqueles que pensam com mais calma. Assim como os velhos que perpassam uma forma de ver o mundo que escapa da ideia de mudanças radicais ou sonhos mais rasteiros. Já me perguntaram sobre Bolsonaro, gente de estratos mais humildes. Estes parecem estar vendo opções nos mais radicais. Mas, por algum motivo que escapa do radicalismo, aqueles que decidirão parecem realmente enxergar mais ao centro. Isso pode ser um bom sinal. Ou apenas um prenúncio de que, no fim das contas, tudo pretende ficar no mesmo.

 
 
 

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