A inanição de um país à espera de ser conduzido (seja lá para qual direção)
- Rodrigo Contrera
- 1 de set. de 2018
- 1 min de leitura

Quem entra no Uol de vez em quando pode reparar como a página deles tem aparecido com buracos no meio das chamadas para as matérias. Esses buracos são pequenos ou englobam espaços bastante grandes, que causam uma estranheza em quem vê a página como um todo.
Esses espaços são, por um lado, falta de matérias. Por outro, falta de anunciantes. O Uol, como se sabe, pega matérias da Folha, do Estado, de jornais regionais e locais, assim como de fornecedores de conteúdo. Não deveriam faltar fontes? Mais ou menos. O jornalismo é um negócio caro, e portanto não é fácil preencher todo o espaço.
Já tenho comentado como na vida real o país está praticamente parado ou avançando lentamente rumo a algum lugar que permita manter quem conseguiu garantir os proventos em algum lugar. Pois há - muitos - daqueles que se mudaram, que alugaram seus apartamentos, que venderam seus carros e que diminuíram os hábitos de consumo.
As oportunidades de emprego, neste contexto, são disputadas a tapa. Os clientes aparecem, mas são raros. As lojas ficam em grande parte vazias, e as oportunidades de novos negócios escasseiam. As pessoas discutem as eleições, tentando fingir que conseguem ter uma noção do futuro. Mas não conseguem.
Hoje é primeiro de setembro, e ainda falta um mês para o pleito. Não aparecem escândalos graves o suficiente para capturar a atenção. As padarias aumentam os preços, tentando compensar a falta de gente. Muitos foram embora, e os empresários não sabem muito bem em que confiar.
O país está em compasso de espera.




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