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A aliança do PT com o PSB

  • Foto do escritor: Rodrigo Contrera
    Rodrigo Contrera
  • 3 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura


Não entendo muito de alianças. Na verdade, esses jogos de bastidores me dão no saco, em geral. Pois em geral considero que neles sempre vige, vigora ou predominam os interesses menores. E para mim política tem que ser um jogo elevado, de bom nível, com boas propostas e uma intenção de tornar o mundo melhor. Mas seja como for.


O Ricardo Kotscho publicou um artigo, que repliquei em um de meus perfis, em que ele diz que a aliança do PT com o PSB, aparentemente feita para alijar o Ciro de eventuais apoios deste partido, destruiu o pouco que existia da identificação do PT com os seus apoiadores e pode criar espaço para o fim do partido.


O Kotscho é um cara da linha romântica, acreditando no PT por tê-lo visto nascer e florescer. Um sujeito que tem lado, embora muitas vezes pareça que não, e portanto um sujeito que fala mais enquanto simpatizante do que como jornalista. Ele também é um sujeito que diz querer acreditar. Eu não tô nem aí.


Não posso, com minha pouca experiência nesse tipo de coisa, dizer o que deve ter sido essa aliança do PT a curto, médio ou longo prazo. Sei que o partido desistiu de uma forte candidatura em nome de interesses que sabe-se lá quais são. Seja como for, o Ciro saiu enfraquecido, e o Lula parece não estar apitando nada nessa brincadeira. Também, está preso e alijado das decisões.


Curioso que tudo isso aconteça enquanto Bolsonaro arrebenta (para seus apoiadores) na televisão e na internet. Curioso também que enquanto isso o Martinho da Vila e o Chico Buarque visitam o Lula na prisão. Curioso porque dá um clima de déja vu, ou mesmo de melancolia. A política parece estar finalmente chegando ao ponto que queríamos: uma realidade. Os interesses rasteiros. Aquilo que parece contar, quase sempre.


Nesse clima, o artigo do Kotscho pode muito bem prenunciar uma realidade. Uma espécie de canto do cisne. Para mim, no fundo, pouco importa. Sempre encarei o PT como um partido como qualquer outro, que foi aquilo em que afinal se tornou. Nada que minha experiência prévia não tivesse me dito. Pois, afinal, quando os cheques chegam para serem pagos, todo mundo esquece do ideal e cai na real.

 
 
 

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